sexta-feira, 7 de junho de 2013

A Garçonete e o Poeta

O que digo de teus olhos,
diva com sorriso belo?
Juro mesmo que não sei!
O que sei é que os anelo.

São escuros, são formosos...
E o teu riso? Frenesi.
É por isso que me perco
pensando somente em ti.

Esse riso é inebriante
neste dia de tristeza...
Esse olhar tão cintilante,
é o farol de doce amante;
é o encanto de uma deusa...

Impacto, palma, alegria...
Eles trazem para mim.
Mesmo eu estando pungente,
dissimulado entre gente,
eles lembram galarim.

19/05/2013

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Pesar

Eu preciso de carinho!...
Não aguento este leneu!
E desejo o terno afago,
mas que seja sempre o teu.

Porque a onda bate forte 
e balança o meu barquinho... 
Já perdi toda a esperança, 
o refúgio, o terno ninho...

Foi-se a glória da bonança 
e eu me vejo aqui no canto 
mais silente e mais soturno 
e ninguém vê este meu pranto.

Viro a noite e viro o turno
anelando o plenilúnio
com alguém, que com magia
me tirasse do infortúnio.

Minha graça passa ao longe...
Onde está minha alegria?
E pensar que tão distante
fui feliz e não sabia...