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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Incógnitas de Um Dia


Eu estava com uma coroa quatro ponto zero, virgem. Claro que esse pormenor tem que estar explícito aqui, já que é uma novidade nos dias atuais. Tínhamos ido à minha advogada, tentar resolver uma causa ganha, mas que eu não havia recebido nada. Não entendo muito bem como isso acontece no Brasil. Aliás, no Brasil acontece tudo para foder o pobre: a gente não recebe e se estressa, luta e não ganha, trabalha para pagar impostos... Porra! Parece que a vida é pagar, tudo anda e não vai para frente.
E, lá estavam minha amiga e eu. Como nos tornamos amigos? É um caso muito louco de carência. Perdas de ambos, sms malucos em plena madrugada, risinhos às escondidas assim como os pensamentos que sabem iludir seres intensos. Puxa vida! As pessoas do século XXI estão cada vez mais afastadas umas das outras. Parece uma química contrária que manipula os corpos humanos somente para o sexo e não para o relacionamento. E nós tínhamos nos conhecido em um momento crítico de nossas vidas. Ela não queria pensar no ex-marido. Sabe aqueles homens beberrões que são mais machos do que realmente são? Segundo ela, ele era assim, pois nem o pão para dentro de casa trazia. Eu era o rapagão da vez que usou as palavras certas no momento certo, enquanto trabalhávamos.
Na Estação da República, a paraibana queria passar a catraca com um passe do trem da CPTM. Vê se pode? Onde vai parar a falta de informação? Ou seria um desleixo do cérebro estressado que procura esquecer informações para aliviar a carga? Não sei. O que sei é que entrei na Estação e só depois de estar do lado de dentro é que percebi o erro de minha amiga. Encostei-me a um alicerce enorme, e lá fiquei. Comecei a fuçar no celular como de costume. Havia duas mensagens. A primeira dizia:

“João... Beija a minha mão.
José... Beija o meu pé.
Juvenal... Juvenal... Por que foges?”

Eu ri com essa piada. Mas a segunda mensagem era de um amigo fotógrafo que procurava assunto. Talvez estivesse entediado de tanto ver e arrumar fotografias. Afinal, todo o trabalho nos trás enfado, assim disse o sábio rei Salomão.
De repente vi um vulto preto passar por mim. Pensei que fosse um espírito maligno. Dei mais uma olhada, mas era um negro turuna. Porra! Não vai pensar que sou racista. Tente se imaginar numa Estação da maior metrópole da América Latina, conversando com seu celular e, de repente, aparece alguém desconhecido. E num é que o peste cismou de ficar justamente ao meu lado? Fiz de conta que não estava nem aí e continuei fingindo estar olhando o celular, enquanto via de soslaio suas pretensões.
Guardei o celular, porque pensei que fosse algum bandidinho pé-de-chinelo. No centro de São Paulo é que não falta. Enquanto eu fingia que procurava alguém o negro me olhava debaixo para cima. E eu pensei comigo: que porra é essa? Será que estou cagado ou com uma caca do rosto? Talvez a minha barba esteja incomodando... Vai lá se saber o que se passa na cabeça das pessoas. O que não falta é maluco aqui no centro.
– Olá. Tudo bem? Ele me cumprimentou. – Beleza? Perguntou.
Eu, gentilmente, mas com a cara fechada, meneei a cabeça afirmativamente e disse que sim. Sim é o caralho! (Isso é o que eu estava realmente com vontade de dizer). Acha que eu vou ficar contando a minha vida para qualquer porra louca que sai me perguntando como estou? Não conto nem para meus amigos, pô!... Tá bom... vou dizer: não, não estou bem, cara. Estou desempregado, sem sonho e rumo. Não estou me sentindo feliz há muito tempo. Preciso de um amor, uma companheira verdadeira, fiel e inteligente, que me dê carinho e atenção; pois não gosto de ficar e me sentir sozinho. Tá, tá bom... Ali estava meu psicólogo turuna pronto para me ouvir, e de graça.
Certamente o cidadão bem educado e cheio de boas intenções diria:
– Não fica assim – já colocando a mão sobre meu ombro e enfiando um estilete em minha barriga – estou aqui só para lhe pedir emprestado um dinheiro. É só você não gritar que será fácil pra mim e pra você.
Mas como não estiquei conversa, ele disse o nome dele, coisa que já fiz a questão de deletar da minha memória ram, perguntou o meu e eu disse, educadamente, mas com tom de "não quero papo com você" para ver se ele conseguiria compreender que eu não queria papo com ninguém naquele momento.
– Você curte o quê? Finalmente revelou sua intenção.
Puta que o pariu! Aquilo foi à gota! Como pode um puta negão turuna vir com viadagem pra cima de mim no meio da Estação da República? Fala sério! Claro que naquele momento não pensei: você tem que ser veado mesmo, porque com esse xaveco fuleiro não pegaria mulher nenhuma, mesmo se estivesse soltando dinheiro pelas ventas. Pena que não falei isso. Quase que eu disse: curto rap. Você gosta de rap? Tudo bem que sou branco, mas você é um negão... Pode ser que...
– Sou hetero. Limitei-me a dizer com o mesmo tom de voz sério, enquanto já olhava para o outro lado.
Ele ficou me olhando como quem quisesse dizer num choramingo: – Pow, cara... Eu queria tanto que você me arrebentasse com essa pica que tem, porque sinto que manda muito bem. Por outro lado eu fiquei pensando: será que virou moda gay usar barba hoje em dia para disbaratinar a veadagem? É melhor eu fazer a minha. Colocar em minha testa: SOU HETERO. Mais embaixo escrever com umas letras um pouco menores: e não vou mudar a minha opinião sexual nem fodendo! Porque os gays tem o costume de dizer: é porque você nunca pegou um homem, quando você pegar nunca mais vai largar. Ou se você for uma mulher sendo cantada por outra, dirão a mesma coisa. É um papo manjado e sem falta de criatividade. Aliás, a criatividade passou longe do século XXI. Bastam alguns goles de álcool, baseado, farinha, o ópio que for e o mundo fica tudo maravilhoso e fácil. A criatividade surge do mundo do além. E alguns diriam que é a Pomba Gira, outros mais fantasiosos diriam: É Afrodite, Vênus, Cupido, Dionísio e a porra toda.
Ele saiu meio escabreado. E eu pensei comigo: vira homem seu filho da puta do caralho! Um puta negão desse querendo dar a ruela. Fala sério! E graças a Deus minha amiga, quatro ponto zero, chegou. Estava com um sorriso enorme na face. Mesmo assim não conseguiu me tirar daquela informação infeliz que eu acabara de receber.
– Eu estou pegando mais homem do que mulher, sabia? Disse para ela.
A paraibana não acreditava em nada do eu que dizia. Talvez esteja escrito em minha cara: filho do diabo; “porque ele nunca se firmou na verdade”, segundo o texto sagrado de São João. Eu a entendo, pois sofrera muito em seu casamento. Então, contei o ocorrido. Ela começou a debochar de mim e eu comecei a falar alto na Estação.
– Olha só. Hoje eu levei cantada de um homem. Um puta negão. Será que tenho cara de homossexual? Será que é a minha barba?
A mocinha linda de pele branca e cabelo preto olhou para mim como quem diz "é só mais um doido querendo chamar a atenção", num tom indigesto. De fato não era mentira. Se ela me desse um sorriso já era alguma coisa. Iria tirar aquela cara feia e rústica do turuna da minha mente. E num é que ela sorriu? Minha companhia demonstrou ciúme. Meu ego foi lá em cima. Será que tenho algo de especial que atrai as pessoas? Perguntei-me. Não sei. O que sei é que tenho cara de gay; e daqueles bem gostosos mesmo que os homens querem dentro do zero para a satisfação dos deuses místicos.
A minha alegria é que a minha amiga, quatro ponto zero, tem o fogo da caatinga do Nordeste inteiro ou sei lá em que raios ela achou tanta libido. Dali, partimos para o motel onde já levei várias mulheres. Vish! Tenho fama de tafulão. E você, caro leitor que não está habituado a esse tipo de léxico, deve estar se perguntando: que merda é essa de tafulão? Claro que esse adjetivo não foi dado a mim por brincadeira. Talvez eu tenha sido mesmo um conquistador de mulheres... talvez esteja quase mudando o rumo das conquistas...
Quando minha amiga divorciada quatro ponto zero e eu entramos no Messalina, ríamos com Jessier Quirino. O turuna já tinha se tornado passado. O Bolo Mal e os Três Corpinhos recitado pelo comediante havia nos feito esquecer de todo aquele fuzuê que eu tinha causado no metrô.
Na alcova, ela foi urinar, porque queria esvaziar a bexiga depois do suco de laranja e as duas Serra Malte que havíamos tomado no almoço. Quando saiu do toalete eu me senti um sultão. Minha verga já estava rígida. Talvez fosse o clima, as luzes da alcova ou a carência. Vai lá se saber o que se passa na mente do homem quando quer entrar até o talo numa vulva aconchegante. Agarrei-a pela cintura de pilão; e você pode estar se perguntando: uma 4 ponto 0 com cintura de pilão? Sim, senhor! Cintura de pilão e nenhuma estria mesmo depois de ter tido três filhos. Coisa que fico admirado só de me lembrar disso, porque ela é um tesão.
Ela me viu sem a camisa polo que havia eu ganhado de outra amante e o caminho do céu que tenho – modéstia a parte – encantador. Ela mordeu os lábios para mostrar que estava gostando da visão e que queria se lambuzar de alguma forma do meu falo viril. Quando a cueca branca foi revelada, ela me puxou para si, baixou parte da peça íntima e o nervo saltou enervado para fora. A glande estava rósea e ela a chuchou como se fosse a coisa mais gostosa do mundo.
Beijamo-nos com sofreguidão e no meio do de toda aquela maluquice de duas pessoas vividas que se desejava, ela me disse:
– Você quer comer meu cuzinho, quer?
Aquela pergunta veio a calhar num momento apaixonado. Entrei no cuzinho dela com gosto. Nunca tinha visto uma mulher da idade dela ter um orgasmo tão gostoso, porque ficamos empapados com o néctar que saiu de sua vulva. Ah! Mas, deixa para lá essas intimidades! Para que continuar? O final é puf-puf mesmo; e todo o mundo sabe como é. O importante foram os momentos felizes que tivemos naquela alcova.
– Sabia que eu nunca tinha dado o cu? Ela me perguntou com um risinho safado de quem estava satisfeita com o meu desempenho.
– Não. Respondi incrédulo, pensando em como ele estava apertado e feliz por ter desvirginado uma coroa gostosa.

Agora, pensando bem nesse dia maluco, onde a advogada não resolveu nenhum problema, que eu comi picanha mesmo desempregado, meu cansaço físico, os minúsculos sms de uma paixão avassaladora e o veado turuna da República, penso: será que tive um dia ruim ou estou reclamando de barriga cheia?

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Casados


         Nós nos conhecemos através do orkut. Ela também se chamava Mariana. O que tínhamos em comum? A poesia. Logo ela passou o msn, depois o telefone. Conversamos pelo orkut, depois pelo msn, depois telefone... 
Sigilo é tudo para quem tem compromisso extraconjugal. Nós tínhamos.
E, conversa vai e conversa vem, marcamos um encontro. Logo no primeiro encontro nos demos bem, porque os nossos assuntos batiam. Talvez fosse o fato de eu ser eclético ou o fato de gostar de conhecer pessoas assim iguais a mim. Talvez fosse a carência de ambos. Só sei que nos demos bem. Quis um beijo. Ora, ela era casada. Não importava como o casamento dela estava fluindo. O que importava era que ela era casada. O que um homem pode pensar de uma mulher comprometida que trai o marido? Ah, melhor não entrar nesses detalhes. Então, negou-me o beijo tão esperado, tão anelado. Atitude que só fez aumentar mais a curiosidade. Precisava descobrir, porem o “não” fora explícito, mesmo que o jeito denunciasse algum vestígio de desejo. Mas, fazer o quê? A minha percepção ela não conseguiu enganar. Pensei comigo "paciência". E foi o que fiz.
A semana passou voando. 
No segundo encontro rolou uns selinhos. Mas, ela se segurou como toda mulher que presa a honra, que presa o jogo da conquista.
Naquela semana o "eu" dela lhe dizia: sai fora; é roubada; esse cara é um tafulão e está acostumado com isso; você vai se apaixonar por ele e pode sofrer... Mas ela não deu ouvido.
No terceiro encontro os beijos foram mais intensos.  "Ele tem pegada". Foi o que ela pensou a semana toda. Na outra semana lá estava eu na Estação de Metrô do Ipiranga novamente. Boné, agasalho da Adidas. Um verdadeiro moleque, do jeito que ela queria, gostava e que sabia como conquistar uma mulher. Chegou com o Palio que o marido lhe dera. Vestia um short curto roxo, uma blusinha linda roxa, salto alto. Estava toda perfumada. E eu pensei comigo: tudo isso é para mim?
- Aonde você vai me levar hoje? Perguntei. 
Ela não disse. Deu-me um beijo ávido. Nossas línguas se entrelaçaram e sentimos o hálito um do outro.
- Para onde você queria ir desde o primeiro encontro? Ela me respondeu com uma pergunta, sabendo que eu entenderia o recado. 
Sorri por dentro. Todo aquele presente era para mim. 
Ela tocou rumo ao motel. Entramos. Fechamos a porta da alcova. A luz bruxuleante nos dava mais um quê de volúpia. 
Mariana me deitou no tálamo. Tirou minha camiseta e começou a dançar uma dança sensual. Só agora eu reparava o tamanho dos glúteos dela. Só agora eu reparava a maciez da pele alva, mesmo ela sendo mestiça de negro com branco. Só agora eu reparava que ela era bela. Tirou a blusinha e revelou o sutiã sex. A peça era linda com seus detalhes minuciosos.
Frenesi.
Mariana tirou o short suavemente e a peça íntima que se revelou era pequena assaz. Não aguentei. Segurei nas canelas grossas e quis subir minhas mãos para alcançar a pélvica, porem ela não me deixou concluir o meu intento. Então, desceu rebolando, rebolando sensualmente, enquanto tirava minha calça. O Sr. Bardo estava em riste há muito tempo. Parecia o Himalaia de tão firme. Ela tirou minha cueca e o membro saltitante pulou, enervado.
Oh! Desculpe-me, por favor, tamanha a minha ousadia. Não queria falar-lhe de meu membro desta maneira, caro leitor, mas é que o fato obriga.
Ela mexeu no prepúcio, a glande rósea se mostrou vivaz, cálida. E com a boca aveludada dela, Mariana o chuchou gostosamente. 
Eu não sou do tipo de homem que morre por causa disso. Não! Enquanto não satisfaço minha parceira não sossego. Era a nossa primeira vez. Eu não podia marcar bobeira. Tinha que impressioná-la de qualquer jeito. Sabia que ela era experiente, mas não imaginei que fosse tanto.
Mariana acariciou meu príapo como uma manola do cio. Então, joguei-a para o lado. Subi em cima e comecei a beijar-lhe a boca, depois os discos claros dos seios e fui descendo minha boca de lábios carnudos no abdome definido dela. Ela suspirava, sussurrava de prazer. Quando me aproximei da fenda, ela não aguentou.
- Ah, Mênfis! Chupa! Assim paixão. Assim. Por favor! 
Eu não poderia deixar uma senhora naquela situação de maneira alguma. Fiz questão de pôr minha língua serpenteante na vulva dela, no clitóris e, subia até a parte superior, onde ela desfalecia inefavelmente. Então, introduzi o Sr. Bardo nela e ela gemia alto. Como é bom ouvir o prazer da mulher que nos louva no momento do coito! Mulher fria logo perde o marido. Com ela era diferente: o marido que não a aguentava. Dir-se-ia que ele tinha ejaculação precoce. Na realidade não estive lá para comprovar tal fato, como me dissera certa feita. A verdade era que eu estava fazendo o meu papel.
Quando meu membro foi estocado até o talo, ela já não aguentava mais. Estava ensandecida pelo prazer, inebriada pelos movimentos e aromas. Parecia louca, porque aquilo que estava recebendo era o que ela procurava há muito tempo. 
- Me come de quatro. Ela me pediu. 
Cavalheiro do jeito que sou, concedi ao pedido sôfrego dela com compaixão e misericórdia, porque não gosto de ver mulher nenhuma necessitada me pedindo com tanta ênfase e jeito. 
- Isso! Soca gostoso paixão, soca. 
E eu punha com veemência o meu falo na cona dela, sentindo o útero batendo na glande tal era o desempenho do Sr. Bardo daquela noite. 
Depois de mais ou menos uma hora no coito e trocas mil de posições:
- Eu vou gozar paixão! Posso? Perguntei. 
- Tudo bem. Só não goza dentro. Tá?
- Você goza comigo, goza? Pedi.
-Gozo sim. Ela disse sussurrando. 
Então, estocando meu precioso na vulva dela comecei a estimular o clitóris ao mesmo tempo, para que o galarim chegasse mais rápido.
- Ahhhhhhhh! Gememos uníssonos.
Era o ápice. Gozamos.
Quando Mariana sentiu o líquido viscoso escorrendo de dentro para fora da fenda como se fosse mina de leite, disse com a alma lavada:
- Eu disse para você não gozar dentro, pô! Agora eu vou me apaixonar.
Depois daquele dia, ela nunca mais quis saber do marido dela. 
Por que gozei dentro? Porque sabia que o esperma tem uma substância que causa a felicidade na mulher e que ela sempre busca ter a mesma sensação como se fosse um vício.

11/10/2010

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O Orgasmo Supremo


           Talvez a mente dela estava muito aberta naquele dia, por imaginar o que viria à noite; talvez o desejo estivesse aflorando mais do que o normal, por causa do sentimento que tinha por mim. Sempre sonhou em ter paixão. Daquelas paixões avassaladoras... E, finalmente, depois de anos de amargura isso estava acontecendo. Seu desejo era enorme e, teimosa do jeito que era, faria de tudo para realizá-lo. Felizmente eu era o felizardo da vez e nem sabia.
            Enquanto subíamos a escadaria do motel eu via aquelas ancas enormes e as pernas grossas, brancas como a flor de lis, voluptuosas assaz. A cada passo os glúteos mexiam para lá e para cá, revelando a marca da pequena peça íntima que se tornava mais sensual em minha mente do que realmente era. O Salto alto definia mais ainda a sensualidade. Eu via a cinturinha de pilão, comparada ao quadril, era fenomenal. Seu perfume impregnava em minhas narinas e o aroma da alcova nos deixou em estado de frenesi, como se os deuses estivessem nos introduzindo a um clima que somente os apaixonados conseguem, por não terem se acostumado ao corpo alheio.
            Ali, começamos a nos beijar fervidamente. Ela estava de pomba gira e eu de falo enrijecido, o poderoso Dionísio. Era um clima que há muito não tínhamos. Esquecemos nossos cônjuges e nos concentramos nos beijos, que foram ávidos; nossas línguas serpenteavam no ardor da paixão e o desejo aumentava gradativamente. Nossos hálitos se misturando, nossas mãos frenéticas acariciando um o corpo do outro com precisão, chega a respiração descompassava cada vez mais...
            Ela sabia ser sensual. Virou-se. De costas para mim dançava uma dança de privê renomado, e os glúteos volumosos roçavam meu membro. Meus olhos fitavam o espelho a frente, enquanto, ela, com olhar sex, virava a cabeça para trás, deixando que os cabelos ralassem meu peito nu, lançava-me olhar de felina que dizia "hoje eu te quero tesudo". Olhava de soslaio e novamente me fitava no espelho, sabendo exatamente o que aquilo faria comigo. Gostava de se demonstrar quando estava no cio e me ver arredio como um tordilho indômito. E eu pirava naquele presente inefável de Afrodite.
            Meti a mão na pélvica e levantei o pequeno vestido rubro, onde vi a peça íntima da mesma cor, pequena, sensual, que até dava para ver a parte onde as carnes são divididas, róseas. Ela abaixava e subia rebolando no meu falo duro. Quando se virou não deu tempo para nada. Foi tudo muito rápido. Levantei o vestido, ela abaixou minhas calças, segurou o meu membro rígido e eu introduzi meus dois dedos na vulva úmida dela. Escutei um ahhhh de prazer, pois minha boca suspirou e eu senti seu hálito divino mais uma vez. Joguei-a na cama, abaixei o decote e os seios macios pularam para fora, mostrando os bicos claros; segurei-os com força tamanha e eles sobraram em minhas mãos, de fartos que eram; tirei a peça íntima e escanchei a carne, onde a fenda se abriu, aromática como Vênus. Beijei e mordisquei de leve lindos os mamilos e eles ficaram enrugadinhos. Desci mais e mais alcançando a fenda e a chupei ternamente por um bom tempo, enquanto ela me enforcava com as pernas grossas, como que se não estivesse aguentando tanto prazer.
            Quando eu não estava mais suportando vê-la naquele estado de frenesi descontrolado, introduzi o meu membro com sofreguidão nela e ele deslizou para dentro da vulva com uma facilidade incrível, tal era a umidade cálida que a vagina possuía no momento. Entrei e saí com força. Ora roçava a glande nos grandes e pequenos lábios, que agora estavam vermelhos, masturbando-a; ora introduzia até o talo para que sentisse os meus púbis raspando a porta da caverna, enquanto ela parecia um frango de pernas abertas. Os meus púbis roçavam mais seu clitóris quando eu esfregava com o pênis todo dentro da cona, dando-lhe um prazer indescritível. Minha língua percorria o pescoço, uma mão segurava em um dos seios e a outra vinha por trás, segurando as nádegas, apalpando, apalpando até encontrar a fenda. Um dedo entrou com príapo e tudo, depois ele começou acariciar o clitóris com a delicadeza que as estocadas não tinham. E ela, apaixonada, louca de prazer exclamava:
            - Ahhhhh! Ai amor! Ai amor!... Fode!... Fode com essa rola gostosa a sua boceta. Arromba, amor! Gostoso! Me dá mais desse pau, por favor. Eu te amo!
            Cavalheiro do jeito que sou, ouvindo seu pedido frenético, obedeci com sofreguidão de cavalheirismo.
            De repente, senti molhar mais do que o normal. Minha mão estava empapando, empapando mais e mais. Não sabia o que era. Só sabia que era gostoso. Meu precioso deslizava com uma facilidade nunca sentida antes. Introduzi um, dois, três dedos juntamente com o meu membro, enquanto ela bramava de prazer, contorcendo-se para trás, arranhando ora as minhas costas ora os lençóis. Estávamos ensandecidos de prazer. Toquei o colchão e ele também estava ficando em sopa. Assustado, porque nunca havia acontecido aquilo comigo, tirei meu membro de súbito, vi-o molhado e perguntei:
            - Que porra é essa? - Porque percebi que havia uma possa redonda no colchão. - Você está mijando? - Perguntei.
            Ela estava sem o controle da fala,do próprio corpo, as pernas tinham pendido, a exaustão estava visível e ela não parecia mais o franguinho de pernas abertas tão gostosinho que tinha me levado às nuvens, pois procurava uma posição que desse mais conforto para seu cansaço.
            - Gozei, amor. - Conseguiu dizer, finalmente.
            - Você gozou? - Perguntei incrédulo.
            Ela se limitou em me dizer "unhum". Não disse nada e nem quis estragar o clima em que estávamos, mas em meu íntimo havia uma incredulidade maior do que a de São Tomé. Tanto que fui embora pensando que ela tivesse urinado, mas, depois de um ano de separação, ela afirmou que naquele dia realmente teve um orgasmo, que tinha conversado com o seu ginecologista a respeito e ele dissera que fora o ápice do prazer, que não havia métodos específicos para que aquilo acontecesse. Depois me disse que foi o melhor orgasmo que teve em sua vida e não iria esquecer de mim nunca mais. Agora quem sou eu para duvidar, sendo que não havia motivos para mentir nessa altura do campeonato?

Mênfis Silva