sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Meu Juramento

Eu lhe dou os meus desejos,
minha insônia, distração,
pensamentos, coração,
piração, os meus ensejos,
a paixão, fogosos beijos,
carinhos com caridade;
dou-lhe mais do que a metade
da minha alma sonhadora,
minha diva inspiradora;
juro mesmo que é verdade!

Dou-lhe a minha companhia,
meus olhares, meus abraços,
ternos, fortes feitos laços
e lhe dou minha alegria,
meus sorrisos todo o dia;
serei sua divindade,
dando-lhe mais liberdade
pra voar num mar de sonho.
Pra você é que eu componho;
juro mesmo que é verdade!

Dou-lhe a minha inspiração,
toda a minha sapiência;
o meu tempo em convivência,
todo o ar do meu pulmão;
faço igual fez o Sansão
na paixão sem equidade.
Espero que não se enfade
com todos os meus presentes,
sentimentos transparentes;
juro mesmo que é verdade!

Mas qual diva neste mundo
vive sem ter segurança?
Então, dou-lhe uma aliança,
sentimento tão profundo,
consistência num segundo,
mas pra toda a eternidade;
transparência, claridade
e lhe dou tudo de mim,
pois a quero até o meu fim;
juro mesmo que é verdade!

Porque o seu riso contente,
seu olhar todo brilhante
quero ver, ó doce amante!...
Vem pra mim, deixe que eu tente...
O que custa? Experimente
com toda a comodidade
receber minha metade
com muita satisfação.
É só seu meu coração;
juro mesmo que é verdade!

14/09/2013 3h49

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Sensato

Eu canto os momentos de dias felizes,
de dias tristonhos, sem força ou labor;
de dias funestos, sombrios, soturnos,
sem glórias, vitórias, histórias nos turnos
que contam contentes, conflitos do amor.

As mil cicatrizes, deslizes constantes
que muitos amantes se perdem sem fé;
mas canto a esperança da vida vivida
sem ter diamantes, amor da querida,
menina felina que punha de pé.

Eu sei que esta vida tem altos e baixos:
amores perdidos, e o medo acompanha.
Perdemos a fala, a viola não canta,
a janta é sem graça, sem doce de Fanta
e o canto sucumbe no pé da montanha.

Nos altos das serras se tem alegria;
os risos são ledos, feliz o cantar.
Mas toda a harmonia algum dia se finda.
Eu penso: quem canta é a coisinha mais linda,
equânime sábio tal qual sabiá.

Mas, todos os dias são dias de canto
e o equânime canta em qualquer turbilhão.
Sem Fanta, sem janta, sem graça, na praça,
sem tudo, veludo, sem nada ou desgraça
e abraça co' as pernas a bela canção!


06/09/2013 17h30