quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Perdido

Quanto espasmo eu senti do teu corpinho?
Perdi as contas, querida deslumbrante!
Aprisionado por teu ser amante
Perdi o lume, a visão e até o caminho.

Entreguei-me à flor, flor com muito espinho,
Uma flor que julguei ser diamante,
Um sacrário formoso, aconchegante,
Com suor escorrendo como o vinho.

E as vozes trêmulas de dois humanos
Perderam-se no espaço, no passado,
Mas paralelamente vive ainda.

Tremendamente estranho é perder planos:
O vazio se torna num bocado
De palavras não ditas, como: Linda!

30/01/2014 12h43

10 comentários:

  1. Poeta, extrapolou no romantismo, na sensualidade. Foi perfeito. Confesso que não simpatizo muito com palavras polissílabas no entremeio, E a palavra "quando" faz aproximar-se o "se". De resto, muito bom e inspirado. Abraço

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  2. Parabens..pensou em quem, quando o fez?

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    1. Ah! Esse é um segredo. O eu-lírico sempre é um segredo. Rs

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  3. É quase uma sequela após delicias vividas por dois amantes...Eu pelo menos gostei imensamente!

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  4. Parabéns, poeta. Amar é um vício, mas que vício!!!!! Quando perdemos esta dependência, a vida está por um triz.

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  5. Parabéns amigo poeta... gostei imensamente... igualmente lindas palavras entrelaçadas que divagam o pensar.

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  6. QUE LINDO!!!! AMEI!!!! AMEI!!!! MENINA FEIA..... RS...RS...

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  7. Muito lindo Cairo!
    Volto com mais tempo para degustar

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  8. Obrigado a todos que leram, gostaram, comentaram e aqueles que ficaram escondidos atrás dos bastidores.

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